Nvídia e OpenAI: Parcerias estratégicas na era da IA

Hoje, mergulhamos no mundo fervilhante da inteligência artificial, inspirados pela entrevista bombástica de Jensen Huang, CEO da NVIDIA, no podcast BG2 Pod, gravado na última sexta-feira (26 de setembro de 2025).

Huang, o visionário por trás do boom dos chips de IA, falou abertamente sobre como as “Big Seven” – as Magnificent Seven (Apple, Amazon, Alphabet, Meta, Microsoft, NVIDIA e Tesla) – estão se entrelaçando em uma rede de investimentos que redefine o jogo econômico. 

Fonte: Bg2 Pod

Não é uma fusão literal, mas uma dança financeira onde uma mão lava a outra, criando uma malha que parece quase impenetrável. Vamos descomplicar isso em passos leves, com toques de quotes diretos.

“Open AI será a próxima multi-trilhão”

Imagine sentar com o homem que transformou a NVIDIA em uma máquina de US$ 3 trilhões. No BG2 Pod, Huang não poupou elogios à OpenAI, chamando-a de “a próxima hyperscaler multi-trilhão de dólares, como Meta e Google”

Ele foi direto: “Eles vão ter serviços para consumidores e empresas…Se for esse o caso, a oportunidade de investir antes de chegarem lá é uma das mais inteligentes que podemos imaginar.” 

O tom? Arrependimento misturado com otimismo. “Nós deveríamos ter dado todo o nosso dinheiro para eles”, confessou, lamentando não ter apostado mais cedo quando a OpenAI os convidou no passado recente. 

Essa conversa, com hosts Brad Gerstner e Clark Tang, durou mais de uma hora e tocou o coração da “união” das Big Seven: não brigas por mercado, mas parcerias que aceleram tudo.

Participa de toda a cadeia produtiva

A Nvidia atua em várias frentes da cadeia produtiva de tecnologia, posicionando-se como peça central no ecossistema da inteligência artificial e da computação de alto desempenho. Seus chips — especialmente GPUs e aceleradores especializados. 

Estão presentes desde o design de hardware até o software, oferecendo arquiteturas, bibliotecas e frameworks que impulsionam pesquisas, treinamento e inferência de modelos de IA. 

Além disso, a empresa investe em redes de interconexão (NVLink), sistemas completos de data centers, soluções em nuvem e ferramentas para desenvolvedores, garantindo integração vertical em todo o ciclo, da coleta e do tratamento de dados até a aplicação final em setores como saúde, automotivo, energia e entretenimento.

Nvidia aporta US$ 100 bilhões na OpenAI

Fonte: Pexels

Aqui entra o elefante na sala – ou melhor, o data center gigante. A NVIDIA anunciou uma parceria de US$ 100 bilhões com a OpenAI para construir infraestrutura de IA, começando com US$ 10 bilhões iniciais por ações não votantes assim que o primeiro gigawatt de capacidade for ativado. 

Não é só dinheiro jogado fora: é um compromisso progressivo, atrelado à expansão de fábricas de IA. Huang explica que isso vai “do nível do chip ao software, sistemas e fábricas de IA inteiras”.

A OpenAI precisa de GPUs da NVIDIA para treinar modelos como o ChatGPT, e a NVIDIA garante demanda futura. É win-win, mas com a NVIDIA como o maestro da orquestra.

De rivais a aliados em poucos anos

Tudo começou em 2019, com a Microsoft apostando na OpenAI para não perder o trem da IA. Foi o estopim: Amazon seguiu com Anthropic em 2023, temendo ficar para trás. 

A NVIDIA, rainha dos chips, observava de longe, mas o boom do ChatGPT em 2022 mudou o jogo. “A receita de IA vai de US$ 100 bilhões para o trilhão em cinco anos”, previu Huang no pod. 

Elas se aproximam via necessidade: as labs precisam de poder computacional massivo, as Big Tech querem dados e apps exclusivos. 

Aos poucos, rivais viram sócios – pense em ecossistemas compartilhados, como a OpenAI rodando em infra da Microsoft e da NVIDIA. É uma aproximação orgânica, impulsionada pela FOMO (fear of missing out) e pela corrida contra a China na IA.

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A união estratégica da Nvidia com as Big Seven

O CEO da Nvidia destaca que a companhia consolidou uma posição única ao unir forças com as sete maiores empresas globais de tecnologia, fornecendo a infraestrutura crítica que sustenta seus avanços em inteligência artificial. 

Essa parceria não se limita ao fornecimento de chips, envolve todo o ecossistema — hardware, software, redes e bibliotecas — permitindo ganhos de escala que reduzem custos marginais de computação em até 100.000 vezes ao longo da última década,

Isso significa que, graças à combinação de GPUs, software e infraestrutura otimizada, o custo de treinar modelos de IA caiu drasticamente, permitindo processar muito mais dados de forma muito mais eficiente.

Na visão de Jensen Huang, essa colaboração cria um círculo virtuoso: quanto mais essas empresas expandem seus modelos de IA, maior é a demanda por inovação em toda a cadeia, reforçando o papel da Nvidia como motor estratégico do crescimento tecnológico global.

OpenAI e as parcerias escaláveis

Além da Nvidia e da Microsoft, OpenAI tem parcerias escaláveis com várias empresas grandes. Aqui vão alguns exemplos recentes conforme saiu na Reuters:

  • Oracle e SoftBank fazem parte do projeto Stargate, uma iniciativa bilionária para construir data centers massivos para capacidade de IA.
  • Databricks fechou contrato para integrar modelos da OpenAI (inclusive o GPT-5) em sua plataforma para clientes empresariais.
  • Shopify e Etsy se juntaram com a OpenAI para permitir que usuários façam compras diretamente via ChatGPT (“Instant Checkout”), expandindo o modelo de negócio para e-commerce.

Leia aqui: OpenAI recebe investimento de US$ 100 bilhões da Nvidia.

Leia também: Valorização da Open AI dispara para US$ 157 bilhões.

Uma malha financeira quase inabalável

Essa “mulhara financeira” que se formou é real e poderosa. As Big Seven gastam centenas de bilhões em capex de IA em 2025 – Meta sozinha planeja US$ 72 bilhões só em data centers. 

Mas o dinheiro volta: labs compram tech delas, geram dados que alimentam mais inovações. É circular, sim, mas sustentável enquanto a IA entregar retornos.

Huang vê isso como evolução natural: “Estamos escalando inteligência para AGI”, disse no pod, pintando um futuro onde a cooperação é a chave. Assim como é na Teoria das  Cordas.

A simbiose estratégica

Tudo isso veio da iniciativa privada americana, puro capitalismo iluminado. A Microsoft abriu as portas em 2019 para democratizar IA sem perder controle. 

Unir forças permite compartilhar riscos, afinal, treinar um modelo custa bilhões e um fracasso pode ser caro, acelerar a inovação, já que ninguém constrói sozinho uma “AI factory”, e buscar domínio global frente a rivais como Huawei e Baidu.

Huang, imigrante taiwanês que vive o “American Dream”, liga isso ao otimismo: “Vamos construir coisas magníficas de novo, com as mãos e mentes”, é um multiplicador. Unir-se cria um bolo maior para todos cortarem fatias.

Um mapa rápido dos fluxos bilionários

Vamos ao concreto, as Big Seven não investem tanto umas nas outras diretamente (pense em poucas trocas de ações cruzadas), mas derramam bilhões em labs de IA que, por sua vez, dependem delas.
Eis o resumo leve:

  • Microsoft na OpenAI: Líder com mais de US$ 13 bilhões desde 2019, garantindo exclusividade em nuvem Azure.
  • Amazon na Anthropic: US$ 4 bilhões para rivalizar no espaço de modelos generativos, usando AWS.
  • NVIDIA na OpenAI (e além): Os US$ 100 bilhões agora, mais apostas anteriores em xAI (de Elon Musk, US$ 80 milhões em 2024).
  • Google/Alphabet: Foco interno, mas bilhões em startups como Adept e Cohere.
  • Meta: Menos investimentos diretos, mas parcerias open-source com todos.
  • Apple: Parceria com OpenAI para Siri turbinada, sem grana pesada ainda.
  • Tesla/xAI: Elon usa recursos da Tesla para alimentar sua própria lab, criando um loop interno.

E a OpenAI?
Ela não investe muito para fora (é uma startup), mas reinveste em tech das Big Seven, como GPUs da NVIDIA e nuvem da Microsoft. Resultado: uma teia onde o dinheiro circula, elevando todos – ou quase.

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