EUA darão suporte suporte à Argentina e negocia crédito de US$ 20 bilhões

Swap cambial de US$ 20 bilhões

Na reunião de ontem na ONU, em Nova York, os Estados Unidos sinalizaram apoio concreto à Argentina ao discutir a abertura de uma linha de swap cambial de US$ 20 bilhões

O mecanismo, tratado nos bastidores da delegação americana, serviria como um colchão de liquidez imediata para proteger o país de pressões externas e potenciais ataques especulativos contra o peso. 

A questão agora é avaliar se esse respaldo internacional será suficiente para sustentar Javier Milei diante das turbulências políticas internas e do calendário eleitoral que se aproxima.

Fonte: Site da Embaixada dos EUA na Argentina

Impacto político para Milei

A questão central é política. As derrotas recentes de Javier Milei em votações no Congresso argentino levantaram dúvidas sobre sua capacidade de sustentar as reformas até as eleições de outubro.

O apoio externo pode reforçar sua posição, mas a instabilidade interna segue sendo o maior risco.

Relação entre EUA e Argentina

O encontro reforçou a “química” entre Washington e Buenos Aires. A ajuda financeira é negociável, mas os EUA deixaram claro que não entrarão em disputas institucionais locais, como as tensões de Milei com a Suprema Corte argentina. 

A ênfase foi em cooperação econômica e geopolítica, não em questões de ordem jurídica interna.

Questionado sobre mais detalhes sobre os esforços dos EUA, Trump disse: “Estamos dando ao presidente da Argentina nosso total apoio e endosso”.

Temas paralelos na agenda

Além da Argentina, os debates incluíram:

  • Big Techs e a regulação de plataformas digitais;
  • Minerais críticos, fundamentais para a transição energética;
  • Tarifas sobre exportações brasileiras, tratadas com cautela pelos diplomatas para evitar atritos semelhantes aos vistos no passado em reuniões de Trump com Zelenski.


Cenário político no Brasil

No plano doméstico, circula nos bastidores a possibilidade de Tarcísio de Freitas disputar a presidência nas próximas eleições. Contudo, isso exigiria sua saída do governo paulista, movimento que ainda gera incerteza sobre sua viabilidade política.

A expectativa é que novas rodadas de reuniões ocorram nas próximas semanas. Até lá, a Argentina segue em compasso de espera, equilibrando instabilidade política interna com promessas de apoio externo.

O sucesso de Milei dependerá menos do crédito internacional e mais de sua capacidade de governabilidade até outubro, mas, ao menos terá um fôlego.

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