Na reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, em 22 de janeiro de 2026, Elon Musk voltou a provocar o debate global sobre o futuro da energia ao afirmar que quase toda a eletricidade do mundo poderá vir do sol e elogiou a velocidade da revolução energética da China, que já instala mais de 1.000 GW de energia solar por ano, o que representa metade do consumo americano.

O gargalo da próxima década
Musk destacou que a China está se posicionando para ser a “bateria do mundo”, enquanto criticou as tarifas dos EUA que encarecem a expansão da energia solar.
Diante desse avanço chinês e da crescente demanda elétrica impulsionada por IA, data centers e robótica, Musk indicou um novo foco estratégico da Tesla em energia, armazenamento e infraestrutura elétrica, alertando que o gargalo da próxima década não serão os chips — mas a capacidade de geração de energia, conforme publicado na Investing.com.
Essa visão reforça a corrida por uma matriz limpa, barata e escalável e mostra como a Tesla busca se reposicionar no centro da transformação energética global.
Os pilares para uma mudança radical
Elon Musk projeta uma mudança radical na estrutura econômica global fundamentada em três pilares: a energia solar de baixo custo, a robótica avançada e a IA superinteligente. Segundo ele, essa tríade não apenas aumentará a produtividade, mas redefinirá o conceito de valor, em que a infraestrutura e a capacidade de processamento barato se tornam os novos ativos dominantes. Quem controlar a energia para alimentar as máquinas e a inteligência para geri-las ditará as regras da próxima década.
O investimento no setor
A diferença entre as maiores potências, China e EUA, em investimento em energia limpa é enorme também em percentual da economia: em 2024, a China destinou cerca de 4,5% do seu PIB para a transição energética — mais que o dobro de qualquer outra grande economia.
Os Estados Unidos investiram aproximadamente 1,2% do PIB, segundo dados da BloombergNEF (Energy Transition Investment Trends 2025). Em valores absolutos, a China aplicou cerca de US$ 818 bilhões em energia limpa, contra US$ 338 bilhões dos EUA.
Isso mostra que a China investe quase 4 vezes mais, proporcionalmente ao tamanho da economia, acelerando sua liderança em solar, baterias, redes elétricas e veículos elétricos, enquanto os EUA avançam em ritmo bem mais lento.
Elon Musk afirmou que os EUA poderiam suprir toda a sua demanda elétrica utilizando energia solar concentrada em um pequeno trecho de estados como Utah, Nevada ou Novo México, destacando que o potencial territorial e solar do país é suficiente para uma transição energética em larga escala.
Segundo ele, o principal entrave não é técnico, mas político e econômico, já que barreiras tarifárias e custos elevados dificultam a expansão da energia solar no país.
Infraestrutura é o novo ouro
Paralelamente, Musk vem articulando uma estratégia integrada entre Tesla e SpaceX para acelerar a geração energética — com a meta de produzir 100 gigawatts por ano até 2028 — enquanto aposta que o espaço pode se tornar o ambiente mais barato para processamento de IA, graças à eficiência solar e ao menor custo de lançamentos da Starship.
Ao mesmo tempo, ele projeta que a IA superará humanos individualmente até o fim de 2026 e que o robô Optimus entre em produção em massa (até 1 milhão de unidades por ano), posicionando energia, automação e infraestrutura como os pilares centrais de criação de valor na próxima década.

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Energia “eterna”
Elon Musk usa o termo “energia infinita” como uma metáfora para a abundância quase ilimitada da energia solar, especialmente quando combinada com tecnologia espacial.
Na reunião em Davos desse ano, ele afirmou que “quase toda a energia vem do Sol” e defendeu que a solar é a única fonte capaz de escalar rápido o suficiente para sustentar a explosão de IA, data centers e robótica.
A Starship é o sistema de transporte espacial totalmente reutilizável da SpaceX, projetado para reduzir drasticamente o custo de acesso ao espaço, viabilizar missões lunares e a colonização de Marte e transportar grandes cargas em escala inédita, abrindo caminho para infraestrutura orbital, data centers espaciais e usinas solares fora da Terra.
Leia aqui : EUA querem energia de Itaipu para IA.
A tecnologia espacial
Nesse contexto, Musk vê a Starship como o veículo ideal para levar painéis solares e grandes estruturas energéticas ao espaço, viabilizando a captura contínua da energia do Sol sem as limitações da atmosfera, do clima ou do ciclo dia-noite.
Vai além da Terra: segundo ele, painéis solares no espaço, levados pela Starship, podem gerar até 5 vezes mais energia do que no solo, por não sofrerem com noite, clima ou perdas atmosféricas — tornando o espaço o local mais barato para rodar IA no futuro próximo.
Afirmou que Tesla e SpaceX trabalham para alcançar até 100 gigawatts por ano em capacidade de fabricação solar, enquanto a Starship poderia reduzir o custo de acesso ao espaço em até 100 vezes, viabilizando infraestrutura energética e computacional orbital em escala massiva.
Na visão de Musk, energia solar abundante — na Terra e no espaço — é o caminho para uma era de “energia praticamente eterna”, capaz de sustentar IA superinteligente, automação em massa e um novo ciclo de crescimento econômico.
