Xi Jinping não compareceu ao Brics e fecha acordo com Trump

Em julho de 2025, o Rio de Janeiro sediou a 17ª Cúpula do BRICS, sob o tema “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global por uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”, liderada pelo presidente Lula. 

O encontro contou com 11 países membros e nações parceiras para discutir saúde, comércio, mudanças climáticas, inteligência artificial e multilateralismo.

Foto : G1 Isabela Castilho| Foto da 17ª Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro | BRICS Brasil

Na foto acima, a ordem é a seguinte:

  • Sergei Lavrov – chanceler da Rússia
  • Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan – príncipe herdeiro de Abu Dhabi, dos Emirados Árabes Unidos, o trilionário;
  • Prabowo Subianto – presidente da Indonésia;
  • Cyril Ramaphosa – presidente da África do Sul;
  • Luís Inácio Lula da Silva – presidente do Brasil;
  • Narendra Modi – premiê da Índia;
  • Li Qiang – primeiro-ministro da China;
  • Abiy Ahmed – primeiro-ministro da Etiópia;
  • Mustafa Madbouly – primeiro-ministro do Egito;
  • Seyed Abbas Araghchi – ministro das Relações Exteriores do Irã.

Os membros

Brics, que no início contava com os 5 primeiros países da lista abaixo, se expandiu, incorporando Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã como membros plenos, tendo a primeira cúpula realizada em 2009. Desde essa data todos os líderes sempre se fizeram presentes com o objetivo de fortalecer a influência do Sul Global em questões globais como comércio, finanças, governança e sustentabilidade, com tendências intervencionistas / comunista.

Países membros do BRICS em 2025:

  1. Brasil
  2. Rússia
  3. Índia
  4. China
  5. África do Sul
  6. Arábia Saudita
  7. Egito
  8. Emirados Árabes Unidos
  9. Etiópia
  10. Indonésia
  11. Irã

Xi não compareceu

O que surpreendeu foi a ausência de Xi Jinping, foi a primeira vez desde 2009 que o presidente chinês não compareceu a uma reunião do grupo. Outra não menos importante foi de Vladimir Putin.

Embora os dois líderes não tenham comparecido, a China enviou um representante, o primeiro-ministro chinês Li Qiang, o que causou um certo desconforto aos membros.

Para a ausência de Putin na reunião há outros agravantes, o presidente russo tem um motivo mais complexo. Antes do evento, o Kremlin informou que ele não compareceria devido a um mandado de prisão pendente emitido contra ele pelo TIP –  tribunal penal internacional.

Embora Lula já tenha dito que não o prenderia no Brasil, como regra, Putin deveria ser preso imediatamente, caso desembarcasse no Brasil, pois é país aderente da TPI.

A assessoria russa declarou que o governo brasileiro “não conseguiu se posicionar de forma clara”, sobre o mandado internacional de prisão por crimes de guerra relacionados com a sua responsabilidade criminal de guerra e por raptos ilegais de crianças durante a guerra ucraniana. Putin acompanhou a reunião virtualmente.

Contudo, embora a China tenha enviado alguém no lugar, o não comparecimento de Xi Jinping é vista de forma diferente. Sem uma razão legal impeditiva como no caso de Putin, sua decisão de não comparecer presencialmente, deixou um recado.

Leia aqui : Acordo comercial EUA-China é finalizado em Genebra

Fortalecendo laços com Trump

A ausência de Xi foi diplomática, mas também simbólica. O jogo geopolítico está mudando, e a China parece estar fortalecendo laços internacionais não só com o Brics. China estava engajada em negociações comerciais com os Estados Unidos. 

As novas negociações são mais consistentes no intuito de reduzir tarifas e facilitar o comércio bilateral. Essa reaproximação com os americanos pode ter pesado mais do que o compromisso com o bloco.

O Brics hoje estaria sendo visto como menos estratégico. Analistas apontam que a China pode estar focando em seus desafios econômicos internos. 

Incidente dipomático com Janja

Há relatos da imprensa internacional sugerindo que a ausência de Xi poderia estar ligada a um incidente diplomático envolvendo a primeira-dama brasileira.

Durante um jantar oficial em Pequim, em maio de 2025, a primeira-dama brasileira Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, causou constrangimento ao criticar o TikTok, alegando que o algoritmo da plataforma chinesa favorecia a extrema direita no Brasil.

Segundo relatos, Janja pediu a palavra, o que não estava previsto, gerando desconforto entre os convidados, incluindo Xi Jinping e sua esposa, Peng Liyuan. 


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A resposta em tom chinês

O presidente chinês respondeu que o Brasil é livre e tem o direito de regulamentar ou até banir o TikTok, uma resposta considerada direta e “óbvia” por Lula.

A reunião foi encerrada logo após o incidente, e Lula, irritado com o vazamento da conversa confidencial, defendeu Janja, afirmando que ela falou sobre os impactos da plataforma contra mulheres e crianças.

Riscos do Brics

A China busca expandir sua influência no BRICS como contrapeso aos Estados Unidos.

As tensões comerciais intensificadas pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump em 2025, incluindo ameaças de tarifas adicionais de 10% contra países alinhados ao BRICS, aumentaram a pressão internacional sobre a China.

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