Trump intensifica guerra comercial com tarifas sobre 14 nações e alerta contra retaliação

O presidente Donald Trump anunciou novas tarifas no dia 8 de julho, retomando a guerra comercial. Ao todo são 14 países que receberam novas tarifas de no mínimo 25% ao exportar para os EUA.

Em um comunicado anexo, Donald Trump disse que poderia haver ainda mais aumento nas tarifas caso algum dos países respondesse os EUA com novos aumentos de tarifas, ou seja, deveriam ficar calados.

A nova rodada

No “Dia da Libertação”, nome dado por Trump no dia 2 de abril de 2025, dia em que declarou as tarifas recíprocas que fazem parte do projeto de redução do déficit americano, foram suspensas por 90 dias, mas que prometem ser cobradas a partir de 1º de agosto.

Fonte : Brasil Mineral |  Bobinas de aço laminadas

São ao todo 14 países que tiveram suas tarifas de importação pelo EUA aumentadas. São elas :

África do Sul – 30%
Bósnia – 30%
Bangladesh – 35%
Brasil 50%
Camboja – 36%
Cazaquistão – 25%
Coreia do Sul – 25%
Indonésia – 32%
Japão – 25%
Laos – 40%
Malásia – 25%
Mianmar – 40%
Sérvia – 35%
Tailândia – 36%
Tunísia – 25%

Tarifas sobre o aço brasileiro

Chegou a hora do Brasil na agenda do Trump, ele impôs aumento nas tarifas de importações vindas do Brasil. Setores específicos, como aço e cobre receberam as mais altas com 50%, alumínio 25%.

Nós exportamos para os EUA agro e tecnologia que na maioria são petróleo bruto (US$ 5,8 bilhões), aeronaves da Embraer (US$ 2,4 bilhões), produtos semimanufaturados de ferro ou aço (US$ 2,8 bilhões), café não torrado (US$ 2 bilhões) e carne bovina (US$ 1,6 bilhões), em menor volume vem a celulose, suco de laranja, motores e eletroeletrônicos.

Atualmente, o Brasil tem 10% de tarifas em produtos importados pelos EUA, o que pode passar a ser 50% a partir de 1º de agosto.

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Pressão sobre o Brasil

O Brasil é um país relativamente fechado no comércio internacional, exporta em torno de 20% do PIB e o que vai para os Estados Unidos são 10% desse total, ou seja, apenas 2% do PIB é exportado para eles.

Essa tarifa no total, não pressiona enormemente o Brasil as exportações, prejudica empresas que mantém negociação direta com países americanos, como caso da Embraer que vende boa parte da produção para fora do Brasil.

Motivos do aumento

O que acontece por tras dessa pressão tarifária são outros interesses além de comerciais. Trump citou motivos como as perseguições ao ex presidente Jair Bolsonaro, que, ao que tudo indica tem grandes chances de ser preso no futuro próximo, talvez prisão domiciliar.

Combinado com as ações insconstitucionais do STF, contra pessoas e empresas norte americanas e brasileiros que moram nos EUA.

Porém, só no fim do comunicado que Trump atribuiu o aumento as tarifas às relações comerciais com o Brasil, deixando claro ser esse um pretexto para que o Brasil faça o que ele quer.

Contudo, há outros agravantes, o apoio declarado do presidente Lula ao comunismo chinês, uma vez que hoje a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Lula esteve na China e pediu que Xi Jinping mandasse um comissário chinês que ensinasse o Brasil a controlar as redes sociais aos moldes chineses.

Lula defendeu Vladimir Pudin e Maduro algumas vezes, que caso viessem ao Brasil, não seriam presos. Embora tenham prisão decretada pela cortê internacional. Maduro veio e foi recebido com honrarias.

Outro ponto, Celso Amorim, como principal assessor de Lula em assuntos internacionais, mantém uma postura de diálogo com o governo Maduro, focando na cooperação regional e na defesa de processos democráticos. Além disso, foi ideia do Lula criar uma moeda única dos Bric’s para competir com o dólar.

São várias ações anti americanas citadas, outra delas, o governo brasileiro permitiu que navios iraniano atracassem em costas brasileiras, como uma afronta à direita. Teve também, um episódio de que quando Trump venceu as eleições, Lula o chamou de “Nazista, só que com outra cara”.

Resposta de Lula

Certamente todo esse comportamento anti americano do Lula e STF não passaria despercebido por Trump que devolveu com tarifas aumentadas para começar a conversa. Trump por fim, deu um ultimato após a resposta de Lula ao comunicado em dizer que era para Trump cuidar da vida dele.

Durante a reunião do Bric’s, o presidente Lula, impetuoso, reagiu a carta de Trump citando a Lei de Reciprocidade Econômica, lei aprovada recentemente que diz: “Qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da lei brasileira de reciprocidade econômica”, disse ele nesta quarta-feira 9 de julho. O presidente complementou que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém”.

Os atritos começaram quando Trump foi ao X dizer que Bolsonaro estava sendo perseguido e que havia no Brasil uma verdadeira “caça as bruxas” no processo da tentativa de golpe que supostamente Bolsonaro teria planejado.

Leia aqui : Tarifas impostas pelos EUA e os impactos para o Brasil

O Brasil em all-in

Trump declarou, caso haja alguma contrapartida, se algum país ousar aumentar também as tarifas, terá severas retaliações por parte dos Estados Unidos.

Contudo, diante do comportamento do governo e do STF, talvez essa maneira de pressionar adotada por Trump não surta muito efeito, provável que o Brasil, sendo escanteado, estreite mais as relações com os dragões chineses, se alinhando ainda mais aos interesses de Xi Jinping e Putin, tentando fortalecer laços comunistas de controle e restrições, o que prejudica o povo brasileiro.

Embasamento Jurídico

A base legal que Donald usa está um tanto quanto instável, as tarifas são impostas sob a IEEPA – Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, mas foi contestada pela côrte americana, um tribunal federal, em maio, declarou inconstitucional. A decisão está em apelação, prevista para 31 de julho de 2025, enquanto isso, a lei permite que as tarifas permaneçam ativas até uma resolução final.

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