Ouro nas máximas: alerta para novas crises?

Hoje, 6 de outubro de 2025,o ouro atingiu a máxima histórica, com preços próximos a US$ 3.970 por onça troy, um salto de cerca de 50% no ano.

Saiu de US$ 2.607,43 por onça troy em outubro do ano passado, impulsionado por inflação persistente (2,9% nos EUA), dólar enfraquecido (-9%), tarifas comerciais agressivas (até 60%), tensões geopolíticas e forte demanda de bancos centrais, que compraram 900 toneladas este ano.

Esse rally, o maior desde 1979, acende alertas para crises potenciais, como estagflação ou recessão, com analistas apontando riscos de shutdowns e políticas monetárias instáveis. 

Fonte: Banco do Brasil

O ouro é um hedge atrativo, mas exige cuidado com volatilidade e câmbio no Brasil.

O papel histórico do ouro

Desde a antiguidade, o ouro é valorizado como moeda e símbolo de riqueza por sua escassez, divisibilidade e durabilidade, concentrando mais valor que outros metais. Entre 1870 e 1914, o padrão-ouro limitava a emissão monetária.

Com a Grande Depressão de 1929, países abandonaram o padrão, imprimindo moedas sem lastro para estimular economias.

Bretton Woods e a ruptura dos anos 1970

Em 1944, o Acordo de Bretton Woods estabeleceu o dólar como referência global, conversível em ouro a US$ 35 por onça. Outras moedas passaram a ser fixadas em dólar, e não mais diretamente em ouro.

Nos anos 1960, a inflação e os déficits americanos revelaram que os EUA não possuíam ouro suficiente para lastrear todos os dólares emitidos.

Em 1971, Nixon encerrou a conversibilidade, afirmando que a garantia do dólar estava na economia americana, e não mais no metal.

Tênis botinha feminina Via Marte Flatform
Cabedal em sintético premium, solado plataforma (~4-5 cm), leve e confortável.
Design versátil com elástico/cadarço, perfeito para looks casuais e urbanos.

Ouro como preditor de crises

O ouro mostrou forte valorização em todos os momentos de instabilidade:

  • Crises do século XX, inclusive após a quebra do padrão-ouro em 1970.
  • Bolha da internet nos anos 2000.
  • Crise financeira de 2008.
  • Pandemia de 2020.

O padrão observado: sempre que o ouro sobe fortemente, uma crise global se confirma ou está prestes a ocorrer. Refletindo a corrida de bancos centrais por reservas, diante do temor de conflitos geopolíticos (especialmente EUA x China) e da perda de confiança no dólar.

Leia aqui : Impacto econômico da crise de 1929: Lições do passado.

O ouro, historicamente, funciona como termômetro das crises. Sempre que o metal dispara, é sinal de desconfiança crescente nos sistemas monetários e na estabilidade global.

A alta também reflete otimismo cauteloso, com previsões de US$ 4.000-4.400 até dezembro, embora correções possam ocorrer se a inflação reduzir. 

O movimento atual sugere a proximidade de uma nova onda de instabilidade.

Rolar para cima