Tivemos a super quarta nesta semana, com a reunião do Copom e dados americanos. O Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, o que já estava precificado. Veio em linha com o mercado e mesmo assim, a inflação continua teimando em ficar alta.
Se você está se perguntando por que os juros ainda não deram conta do recado, este post vai te explicar tudo o que está por trás desse cenário desafiador.

O recado do Copom
Na última quarta-feira, em reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic no mesmo patamar. Nada surpreendente, mas o que chamou atenção foi o tom duro e austero do comunicado.
O Bacen avisou que qualquer mudança na Selic ainda seria para cima, e não para baixo, ou seja, o mercado ainda não desacelerou, ou, só um pouquinho. A autoridade monetária está preocupada com um cenário externo incerto, expectativas de inflação desancoradas e um mercado de trabalho ainda aquecido demais.
Inflação desancorda
O recado do Copom diz que ainda há muitas incertezas no ar, sem projeção de melhora imediata.
A lógica é simples: juros altos encarecem o crédito, reduzem o consumo e, em tese, seguram a inflação que hoje, em 2025, está em 5,09%, teve um leve recuo, porém acima da banda máxima de 4,5%, segundo o Boletim Focus de 28.07. Atualmente temos 5,09% em 2025, previsto 4,40% em 2026 e 4% em 2027.
O mercado, segundo o Boletim Focus, hoje espera que a taxa Selic permaneça em 15% ao ano até o final de 2025.

O que se vê hoje é uma inflação acima da meta mesmo o desemprego estando nas mínimas históricas. A taxa de desemprego está em 5,80%, menor patamar registrado pelo IBGE, o dado faz parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) desde a série histórica que começou em 2012, divulgado em 31 de julho. A pesquisa mostrou um recorde de carteira assinada no período.
No entanto, o freio da economia parece não estar funcionando. Embora, no período, tenha tido uma certa apreciação do câmbio, saindo de 5,60 para R$ 5,50, apreciando o real.
Na contra-mão, o descontrole fiscal
Enquanto Gabriel Galípolo tenta conter a demanda com juros altos, o governo segue estimulando o consumo com linhas de crédito baratas, como o consignado, além dos vários tipos de assistência social oferecida, como resultado, parece que o governo está “secando gelo”.
Crédito fácil impulsiona parte da população, mas trava os efeitos da Selic sobre a economia. Uma distorção clássica e politicamente popular.
Juros altos até que funcione
O Copom vai manter os juros elevados por um longo tempo. Prevê esse patamar de 15% até o fim de 2025. E, se for necessário, pode até subir mais. O objetivo é recuperar a credibilidade e reancorar as expectativas de inflação — que segue fora do centro da meta de 3%. Há possibilidade de redução da taxa no primeiro trimestre de 2026.

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“Powell está atrasado”
Nos EUA, a conversa do Federal Feserve não foi muito diferente, Jerome Powell, manteve os juros entre as bandas de 4,25% e 4,5%. Essa foi a quinta reunião consecutiva sem mudanças, frustrando o presidente Donald Trump, que vem exigindo a queda da taxa desde o início do mandato dele. Trump sempre solta falas sobre o presidente do FED, dizendo que Powell está atrasado (em relação ao corte de juros).
A previsão é que na economia americana haja menos cortes e não o contrário, mais cortes. Se espera um único corte máximo nesse ano de 0,25%bp (ficando entre as bandas de 4% e 4,25%). O colegiado analisa a economia atual como tendo um bom desempenho, o PIB foi divulgado com crescimento acima do esperado.
