Ontem, 22 de julho, o governo americano fechou um acordo com o Japão o que deu um alívio. Os mercados comemoram e as bolsas sobem em todo o mundo.
As bolsas ontem (22/07): Dow Jones futuro (+0,40%), S&P 500 (+0,06%), Nasdaq Composite (-0,39%), Ibovespa (-0,10%). As ações de montadoras como Toyota, Honda e Nissan abriram em alta na Bolsa de Tóquio,
O acordo foi selado pelo Japão que aceitou 15% de tarifa aduaneira sobre produtos importados pelos Estados Unidos.

Acordo fechado
Caiu de 25% para 15%, inclusive para automóveis, que até então, eram os mais penalizados, é o componente que mais gera déficit comercial entre os dois países. O japão é muito dependente da exportação de carros aos EUA, um terço das exportações japonesas se refere a carros.
O que agradou bastante o primeiro-ministro japonês Shigeru Ishiba, e Trump chamou o acordo de “enorme”. Juntos fecharam parceria para criar um fundo de US$550 bilhões para investimentos nos EUA.
Assim como fez como príncipe da Arábia Saudita que investirá US$600 bilhões nos EUA, inclui investimentos em centros de dados de IA e energia nos EUA, empresas como Google e Uber em tecnologias transformadoras, exportações de serviços de infraestrutura como o aeroporto King Salman e a cidade de Qiddiya.
Taxa reduzida em 10%
Antes de fechar o acordo, Trump havia ameaçado impor 25% de sobretaxa (em cima dos 25% que já havia), com previsão de serem implementadas em 1º de agosto, como no Brasil.
Com a redução de 10% é uma ótima notícia para as fabricantes e montadoras que conseguem se manter em um ambiente competitivo como o dos EUA em um cenário de grandes incertezas.
Na Bloomberg: “O que realmente importa para Washington agora é conseguir acordos que gerem manchetes e permitam que ambos os lados digam que saíram vitoriosos das negociações, ao mesmo tempo em que evitam as consequências econômicas severas de uma guerra comercial total”, comentou Phillip Wool, chefe de gestão de portfólio da Rayliant Global Advisors.

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Benefício americano
A maior mudança histórica das negociações com os EUA, foi o acordo para a comercialização de arroz americano no Japão. O país tem o arroz como um patrimônio histórico e uma produção interna forte, porém, atualmente cara. O preço do grão quase dobrou em um ano.
O arroz típico japonês de grão curto continua sendo um símbolo da culinária do país, é a base alimentar do japonês. O consumo anual por habitante é de 50,9 quilos em 2022. em termos comparativos, no Brasil, o consumo médio foi de 29,2 kg em 2023, segundo a Exame.
A concorrência americana assusta os produtores locais de arroz, mas é vista com bons olhos com possível nivelamento de preços abaixo do praticado.
Acordo parcial
O minério de ferro ainda sofre, permanece a tarifa de 50% imposta sobre aço e alumínio. Trump deixa claro que o acordo ainda é parcial.
Washington vê o acordo como um avanço, mais um passo para que o déficit comercial dos EUA seja corrigido e um fortalecimento das negociações com a Ásia também são ampliadas.
O governo americano também fechou acordo de 18% sobre produtos importados das Filipinas.
leia aqui : Acordo comercial EUA-China é finalizado em Genebra.
Instabilidade política japonesa
O primeiro-ministro japonês Shigeru Ishiba, usou o acordo com os americanos como uma manobra decisiva para se manter no cargo, após derrotas em eleições recentes, na tentativa de recuperar apoio político.
A coalizão do Partido Liberal Democrata (PLD), liderada por Ishiba, conquistou apenas 46 dos 50 assentos necessários para manter a maioria no parlamento, ficando com 121 assentos no total, enquanto dois ainda estão pendentes.
A derrota recente, em julho de 2025, após já terem perdido a maioria na Câmara Baixa em outubro/24, marca a primeira vez desde 1955 que o partido perde a maioria nas duas câmaras, intensificando a tensão política.
Embora Shigeru Ishiba tenha reafirmado sua permanência como primeiro-ministro, anunciou sua renúncia no dia 7 de setembro e, ficará no cargo até que um sucessor seja escolhido, permitindo uma transição tranquila. A decisão já era esperada pelos membros do partido PLD após a derrota histórica.
