O papel estratégico de países com abundância energética
Estamos vendo um papel estratégico da energia na era da inteligência artificial (IA), destacando que a produção e desenvolvimento da IA exigem enormes quantidades de energia.
Isso cria uma vantagem competitiva para países com abundância energética, como o Paraguai, que possui uma grande usina hidrelétrica.
O contrato de longo prazo com o Brasil, que usava 50% dessa energia, expirou, abrindo espaço para novas possibilidades de uso interno. A sugestão é que o Paraguai poderia usar essa energia excedente para desenvolver centros de IA e atrair investimentos na área.

O que é o FFF?
No contexto do chamado “FFF” — embora o termo em si não tenha sido definido claramente na transcrição original — o foco principal está na projeção de longo prazo de inovação tecnológica, especialmente no que diz respeito à inteligência artificial (IA), e no papel crucial que a energia desempenhará nesse processo.
Estamos falando de um planejamento com horizonte de até 100 anos, onde energia e tecnologia se tornam inseparáveis.
A IA está se tornando cada vez mais dependente de grandes quantidades de energia para funcionar e se desenvolver. Modelos de IA demandam uma quantidade imensa de poder computacional, o que, por sua vez, exige infraestrutura energética robusta.
Curiosamente, apesar da promessa de inovação, muitos desses sistemas de IA não estão necessariamente criando conhecimento novo ou revolucionário — estão refinando ou reorganizando informações já existentes. E, mesmo assim, o custo energético continua crescendo.
Países com superfície energética ampla
Essa nova configuração cria uma vantagem estratégica para países que possuem uma grande “superfície energética” — isto é, abundância de fontes de energia limpa e renovável, além de capacidade de produção em grande escala. Para esses países, abre-se uma janela de oportunidade histórica, liderar o desenvolvimento e a implementação de soluções baseadas em IA.
Contudo, essa tendência representa um desafio para países que não possuem essa base energética. A demanda crescente por energia em setores altamente tecnológicos poderá gerar uma nova forma de desigualdade, com países energicamente bem posicionados assumindo papéis centrais, enquanto outros ficam à margem.

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A geopolítica da energia
Um exemplo claro dessa dinâmica é o Paraguai. O país possui uma planta hidrelétrica de grande porte — a Usina de Itaipu — que historicamente fornece energia ao Brasil.
Por décadas, havia um acordo bilateral em que 50% da eletricidade gerada era vendida ao Brasil. No entanto, esse acordo já expirou, e o Paraguai está agora em fase de reavaliação sobre o que fazer com esse volume significativo de energia.
O gargalo é evidente, energia elétrica não pode ser estocada em tanques como petróleo ou gás. Por isso, o país precisa encontrar formas inteligentes de aproveitar esse excedente energético.
Uma das opções sendo consideradas é justamente investir em infraestrutura local para atrair centros de processamento de IA e outras atividades de alto consumo energético.
Leia aqui A lei de Ferguson e a potencial desvalorização do dólar americano no futuro; EUA Querem Energia de Itaipu para IA
A necessidade de parcerias estratégicas
Diante desse cenário, surge a urgência de um debate global sobre o papel da energia no desenvolvimento tecnológico.
É necessário pensar não apenas sobre que tipos de energia estamos utilizando, mas também em como podemos estabelecer parcerias estratégicas com países que possuem excedentes energéticos.
Se bem planejadas, essas parcerias poderão beneficiar tanto as nações que detêm os recursos quanto aquelas que dominam as tecnologias emergentes, gerando uma nova divisão de trabalho baseada na complementaridade entre energia e inovação.
À medida que caminhamos rumo a um futuro cada vez mais moldado pela inteligência artificial, é essencial repensar a geopolítica da energia.
Países com grande potencial de geração energética limpa, como o Paraguai, podem se tornar protagonistas de uma nova era industrial, onde a capacidade de fornecer energia será tão valiosa quanto a própria tecnologia.
Para isso, será fundamental cultivar acordos internacionais justos, investimentos estratégicos e um olhar atento às oportunidades que surgem no cruzamento entre energia e inovação.
