O investimento bilionário e surpreendente feito no terceiro trimestre de 2025 estabeleceu a Alphabet (controladora do Google e do YouTube) como a maior posição da Berkshire Hathaway no setor de tecnologia, superando a participação restante na Apple.
A Berkshire Hathaway adquiriu 17,85 milhões de ações da Alphabet, em uma operação avaliada entre US$ 4,3 bilhões e US$ 4,93 bilhões.

Ao contrário da sua posição em Apple, o conglomerado de Warren Buffett vendeu aproximadamente 15% de suas ações da Apple, totalizando cerca de 42 milhões de papéis.
Essa movimentação de venda contrasta com o investimento feito na Alphabet e é interpretada como uma reavaliação de risco e rebalanceamento do portfólio, especialmente considerando o peso massivo que a Apple possuía na carteira da Berkshire.
Os motivos da compra
O movimento de compra na Alphabet reverte a histórica cautela de Warren Buffett com as big techs, alguns dos possíveis principais motivadores da compra bilionária de Buffet são:
- Liderança em Inteligência Artificial (IA): O investimento é um voto de confiança na posição central da Alphabet no boom da IA. A Berkshire aposta na capacidade da empresa de monetizar seus pesados investimentos em data centers e no desenvolvimento de modelos avançados, como o Gemini 3, garantindo crescimento de longo prazo.
- Resiliência e Poder de Consumo: Assim como a Apple, o Google e o YouTube são vistos como ativos estratégicos com relevância global e forte poder de mercado, caracterizando a Alphabet como uma “Empresa de Consumo Resiliente” com fluxo de caixa previsível.
- Influência da Nova Gestão: O timing da aquisição, ocorrido em meio à transição de liderança para Greg Abel, sugere uma possível mudança de estilo na gestão da Berkshire, que pode estar mais aberta a priorizar empresas com alto potencial de crescimento acelerado no setor de tecnologia.
A valorização da Alphabet
A Alphabet Inc. (controladora do Google) está em uma trajetória de forte valorização, sendo cotada para atingir a marca inédita de US$ 4 trilhões em valor de mercado. Essa ascensão consolida o Google como um player central no ciclo de Inteligência Artificial (IA).
O otimismo é sustentado pelo sucesso de sua infraestrutura de IA e pelo desenvolvimento de seus próprios chips especializados, as TPUs (Tensor Processing Units, em português, unidades de processamento tensorial).
Ao desenvolver e oferecer internamente e externamente essas tecnologias, a Alphabet não só fortalece seu core business (principal atividade, serviço ou produto de uma empresa que gera a maior parte de sua receita) como também de buscas e cloud computing (que é o fornecimento de serviços de TI (como armazenamento e processamento) pela internet, sob demanda).
Também se posiciona como um concorrente direto da Nvidia no fornecimento de hardware essencial para o processamento de IA. A Alphabet está em franco crescimento, alcançando um valor de mercado de US$ 3,86 trilhões e competindo para ingressar no seleto grupo de empresas de US$ 4 trilhões.
Essa valorização estratégica foi endossada pela Berkshire Hathaway de Warren Buffett, que fez da Alphabet sua maior aposta em tecnologia no último trimestre, apesar de ter reduzido em 15% sua posição na Apple, que atualmente ostenta um valor de mercado de US$ 4,14 trilhões.
Empresas e subsidiárias-chave da Alphabet Inc.
Principais empresas da Alphabet são:
Google Search (Mecanismo de Busca)
YouTube (Plataforma de Vídeo)
Google Cloud (Cloud Computing e Serviços de Nuvem)
Android (Sistema Operacional Móvel)
Waymo (Tecnologia de Carros Autônomos)
Verily (Ciências da Vida e Saúde)
DeepMind (Inteligência Artificial)
Google Fiber (Serviços de Internet de Fibra Óptica)
Google Nest (Dispositivos Inteligentes para Casa)
Waze (Navegação/Mapas – Subsidiária da Google)

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Acordo estratégico com o Facebook
Um movimento que destaca a crescente influência do Google em hardware é o acordo que a Meta Platforms (Facebook) estaria pleiteando. Segundo um relatório do The Information, a Meta planeja negociar milhões de TPUs com o Google, com implementação prevista para seus data centers a partir de 2027.
Essas TPUs são Circuitos Integrados Específicos para Aplicação (ASICs) que podem consumir menos energia do que as GPUs tradicionais. O acordo inclui, ainda, o aluguel de parte do processamento de computação em nuvem do Google, consolidando a empresa como fornecedor secundário para gigantes de tecnologia.
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Esse interesse de Mark Zuckerberg visa reduzir a dependência da Nvidia e é visto pelo mercado como uma ameaça ao seu domínio, intensificando a rivalidade no setor de semicondutores para IA.
