As ações da Circle Internet Group, empresa por trás da stablecoin USD Coin (USDC), dispararam 750% desde sua estreia na NYSE, em 5 de junho de 2025. Em menos de três semanas, os papéis saltaram de US$ 31 para US$ 263,45, reacendendo debates sobre o potencial e os riscos das stablecoins.
Para alguns, o movimento representa o início de uma nova era para as criptomoedas atreladas ao dólar; para outros, trata-se de uma bolha especulativa em formação.
A alta é impulsionada pelo otimismo em relação ao uso de stablecoins como alternativa a sistemas de pagamento tradicionais, mas também levanta preocupações sobre volatilidade e sustentabilidade.

Baixa liquidez e alta volatilidade
O crescimento vertiginoso pode estar ligado ao baixo free float da Circle, com apenas 25% das ações disponíveis para negociação, contra a média de 95% no S&P 500. Esse fator limita a liquidez e amplia a volatilidade, o que contribui para fortes oscilações no preço.
Especialistas como Michael Lebowitz comparam stablecoins a fundos de money market no universo cripto, mas destacam que seu impacto em gigantes como Visa ainda é incerto, especialmente se não houver adoção massiva como meio de pagamento.
Avaliação elevada e riscos regulatórios
A Circle já negocia a um PE (preço/lucro) de 180 vezes, muito acima da média do S&P 500 (22 vezes). Para analistas como Miguel Armaza (Gilgamesh Ventures), a valorização só será sustentável se a empresa ampliar suas margens de lucro rapidamente.
Riscos regulatórios, falhas de execução ou condições macroeconômicas desfavoráveis podem pressionar a avaliação e aproximar a Circle de seus pares tradicionais, ressaltando a fragilidade do momento. avaliação de seus pares e destacando os riscos de investir em um mercado ainda em desenvolvimento.
Interesse crescente de grandes empresas
O avanço da USDC também atrai atenção de grandes players. Empresas como Fiserv, Mastercard, Walmart e Amazon estão testando stablecoins para reduzir custos de transação. A Fiserv já anunciou planos de lançar sua própria stablecoin, enquanto a Mastercard firmou parceria com a Circle e a Paxos para integrar ativos digitais em seus serviços.
Ainda assim, obstáculos como a necessidade de carteiras cripto e a falta de adesão em massa por consumidores e comerciantes limitam a adoção plena.
Explosão da USDC
A USDC atingiu um market cap de US$ 61,7 bilhões em julho de 2025, consolidando-se como a segunda maior stablecoin do mundo, com crescimento de 100% apenas no primeiro trimestre. O volume de transações já alcançou US$ 20 trilhões até abril, com 32 milhões de endereços únicos.

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Empresas como Nubank, Mastercard, Visa e Western Union já incorporaram a USDC em seus serviços, reforçando a presença da stablecoin em 23 blockchains e 195 países.
Com 98,9% das reservas em títulos do Tesouro dos EUA, auditorias mensais pela Deloitte e nota AA do Stablecoin Transparency Institute, a USDC ganhou reputação sólida. Ainda assim, o setor não está imune a riscos de desvinculação cambial e concentração.
Regulação e perspectivas futuras
Em 17 de junho de 2025, o Senado dos EUA aprovou um projeto que estabelece regras específicas para stablecoins, com apoio do presidente Donald Trump, que também se posiciona a favor da mineração de Bitcoin.
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Apesar dos avanços, persistem desafios: nos EUA, ainda falta um regime regulatório federal unificado; na Europa, o MiCA traz exigências mais rígidas, e bolsas já removeram a USDT da Tether.
Mesmo assim, o mercado segue otimista. Com a vitória de Trump e a tendência global de regulamentação favorável, analistas preveem que 2025 será um ano decisivo para as stablecoins, consolidando seu espaço como alternativa aos sistemas de pagamento tradicionais.
